Leitor, você está sendo enganado!
Se você visita meu site e gosta dos meus artigos, repense. Você certamente foi forçado a gostar deles.
Se faz o meu curso online e está aprendendo coisas interessantes sobre a produção musical, tudo não passa de uma ilusão. Maquiavelicamente, estou fazendo com que você pense que está aprendendo, só ensino besteiras.
Se você enviou uma música para análise, para receber dicas que pudessem lhe ajudar de alguma forma, eu te enganei. Minha intenção sempre foi me fingir de crítico intelectual.
Se produziu alguma música comigo, esteja certo de que o resultado foi desastroso, afinal, eu não vivo de produção musical e tenho outro trabalho realmente sério.
Você vai acreditar no que eu escrevo? No que os outros escrevem sobre mim? Ou formará sua própria opinião?
Eu fui desmascarado.
Por uma pessoa chamada Ticiano Paludo que, em suas próprias palavras, escreveu nesta última edição de Setembro da revista Backstage:
"Salvo raros casos (como as colunas do Nelson Motta), o que se enxerga é um bando de curiosos pseudo-intelectuais escrevendo um monte de asneiras sobre coisas que desconhecem completamente..."
Em Maio deste ano, uma banda produzida por ele me enviou uma faixa para análise. O artigo original está aqui. Aparentemente, Ticiano Paludo não só me condena por não compreender sua genialidade artística, como também aproveita sua coluna para malhar a Crítica Musical em geral, sem a menor preocupação em utilizar termos e ataques desrespeitosos.
No estúdio, aprendemos desde cedo a deixar o EGO do lado de fora. Precisamos ser muito maduros para não deixar que isso atrapalhe a profissão.
A velha barreira do Ego
Quando leio um artigo sobre Produção Musical, espero encontrar experiências, relatos, dicas ou ensinamentos que possam acrescentar à minha profissão ou à minha simples condição de ouvinte.
Quando folheava uma edição antiga de Julho, num café, a mesma coluna começava com letras em negrito:
"Sei que sou um dos poucos produtores musicais no Brasil que têm, além do conhecimento musical, formação em comunicação social com habilitação em publicidade e propaganda. Além disso, em breve serei mestre em comunicação voltada à música".
Tenho todos os motivos para acreditar que esta pessoa tem sérios problemas de EGO, pois quem escreve uma coluna que pretende compartilhar experiências de produção musical e coloca o próprio curriculum vitae em destaque, provavelmente acredita que ele próprio é a melhor coisa sobre a qual pode escrever para os leitores.
Na coluna deste mês, não bastasse a frase de caráter arrogante que me coloca como "incompetente", ele ainda segue com termos e conclusões sobre o meu profissionalismo , sem ao menos me conhecer. A análise que fiz de sua produção (PRODUÇÃO, e não pessoa ou profissionalismo) é claramente respeitosa.
Talvez ele tenha muito a acrescentar à comunidade de produção musical, através de experiências, relatos e valores. Mas o que li nesta coluna é algo que vai na contra-mão do mercado, sugerindo um pavor de concorrência, imposição por auto-valorização, ataques, ofensas – uma grave violação à liberdade de expressão.
Deixemos que os leitores e os artistas decidam por si próprios quais opiniões e críticas devem ser valorizadas, quais devem ser ignoradas, porque impor um ponto de vista não me parece muito ético, podendo funcionar como um tiro no pé. Se desejava explorar o assunto das críticas musicais, expondo ressalvas quanto aos colegas, escolheu a pessoa errada - e o tom errado - para construir a retórica.
(prezado leitor, esta é somente MINHA opinião, certamente a sua será muito bem-vinda ao final deste artigo)
Um monstro chamado Crítica Musical
Ticiano Paludo começa seu texto se comparando a Mozart e a Caetano Veloso, no sentido de ser injustiçado pelas críticas, colocando-se no mesmo pedestal de grandes referências da mundo musical. EGO. Condena os críticos categoricamente, afirmando que erraram. Não me lembro de ter aprendido que a crítica é uma ciência exata, de erros e acertos.
Quando diz que:
"O Kiss sempre debochou dos críticos, porque quanto pior eles falavam, mais público, vendas e dinheiro chegavam para a banda. Isso quer dizer que os críticos erraram? SIM!"
Ele parece buscar fatos irrefutáveis, numa tentativa desesperada de provar que estou "errado".
Esqueceu que sendo o criticado (na verdade, sua produção), e eu o crítico, deveria usar do bom exemplo do Kiss e debochar de minha crítica que não lhe foi útil. Mas não! Preferiu gastar páginas da sua coluna para me DESMORALIZAR, Dennis Zasnicoff, um "produtor" totalmente desqualificado (que não pretende e não vai se comparar a nenhum grande nome da música), optando vergonhosamente por escrever a palavra "produtor" entre aspas, afinal, como todos já sabem, sou uma farsa!
Para se queimar de vez, sugere que devemos rir de tudo isso, que a situação é cômica. Pior do que malhar, é se divertir com a malhação! Para mim, cômico é encontrar tantas frases de efeito numa única coluna.
É claro que eu nem precisaria ter consultado meu advogado para saber que suas palavras podem caracterizar ofensa contra minha honra, atingindo diretamente o meu profissionalismo e as atividades das quais minha renda e reputação dependem, o que inclusive pode acarretar em indenizações por danos morais e/ou materiais.
Vou comprar esta briga?
Não pretendo. Sou defensor do bem estar e tenho muitas histórias de vida que me ensinaram que nunca sabemos o dia de amanhã. Talvez nós trabalhemos juntos na próxima semana, querendo ou não. Talvez nos tornemos bons amigos, ou apenas colegas com respeito mútuo.
Por que eu haveria de perder a cabeça? Só estaria me rebaixando ao mesmo nível. Costumo dar uma segunda chance e não preciso ofender pessoas para crescer. Obviamente, se a tentativa de denegrir minha imagem continuar, provavelmente não existirá uma terceira chance.
Me pergunto por que um profissional(*) não percebeu que ao me atacar, acabou desmoralizando diversas outras pessoas e instituições.
Entre elas, a própria revista para qual escreve, que curiosamente aceitou e divulgou um anúncio dos meus serviços, de um "produtor" incompetente. Total descrédito à própria casa... Uma respeitada revista, que inclusive é recheada de opiniões, críticas, análises técnicas e artísticas - as quais condena. Ou devemos acreditar que os únicos críticos competentes e intelectuais são aqueles que escrevem para a Backstage? (claro, além do Nelson Motta).
Até mesmo uma jornalista do Portal do Terra, que publicou uma matéria sobre Home Studios na qual participamos juntos (naturalmente ele não se lembra disso), teria sido enganada pela farsa que sou. Ticiano Paludo cospe, de novo, no prato que come.
(*)eu poderia ter escrito a palavra profissional "entre aspas", por diversos motivos aqui relatados, mas não o farei porque minha ética e profissionalismo não me permitem.
Não me lembro de ter tido nenhum diálogo com ele, de ter conversado sobre produção musical ou cervejas escuras, muito menos de ter recebido algum comentário de sua autoria no meu blog que, desde sempre, esteve aberto para sua participação. Mas como alguém com sérios problemas de EGO poderia deixar um comentário num blog de um "produtor que só escreve asneiras"? Difícil é entender porque eu mereço tanto espaço na coluna dele...
Naturalmente, vou retribuir o favor.
Análises no meu site Audição Crítica (que não tem esse nome por acaso)
Há alguns meses, tive que interromper temporariamente o serviço gratuito de análises, justamente pela grande fila de músicas em espera. Uma prova de que há muitas pessoas interessadas neste serviço. Segundo o discurso dele, todos que estão na fila, ou já tiveram suas músicas analisadas, seriam verdadeiros idiotas, porque, como sabem agora, sou um "pseudo-intelectual curioso".
Nas minhas críticas, faço uma avaliação da Produção Musical, normalmente categorizada em quesitos, para facilitar um entendimento objetivo sobre o que está sendo analisado (razão pela qual criei a Escala Musipontos). É simplesmente ridículo alguém dizer que minhas análises são baseadas em gosto pessoal - o que todos sabemos, depende de história de vida, referências, companhias, idade, memórias, local e horário, para citar alguns.
Mas o produtor e intelectual Ticiano Paludo insiste em dizer que julguei sua "escolha criativa como um erro". Onde foi que usei a palavra "erro" na minha análise? E ainda assim poderia tê-la usado com todo o direito de quem escreve uma opinião SOLICITADA, no seu PRÓPRIO BLOG, com postura RESPEITOSA, como sempre fiz.
Como se atividades que se utilizam da Arte fossem imunes a "erros"
Produção musical envolve técnica e arte. Essa parece ser a desculpa de quem não aceita críticas: "liberdade artística". Faça como quiser, mas não espere que todos aprovem e admirem seu trabalho, certo?
A banda que me enviou a música para análise queria minha opinião, não importa o motivo. Pela lógica dele, a própria banda, seu CLIENTE, errou ao consultar um “pseudo-intelectual que desconhece totalmente sobre o assunto". Aliás, guardei todos os emails trocados com a banda, por sinal muito produtivos e amigáveis, mas obviamente não quero expor a banda ainda mais do que ele já está fazendo, neste caso, não a pedido dela.
Curiosamente, ele mal toca na banda em seu texto, parecendo ignorar os sentimentos de seu cliente. Afinal, o que é mais importante é a SUA opinião. EGO.
Quando escreve: "Primeiro a gente domina a regra, para depois quebrá-la",
(que por sinal é um clichê encontrado em pelo menos 30 grandes livros sobre Produção Musical) a idéia seria ilustrar o processo de aprendizado e a importância das técnicas na liberdade criativa. Isso não significa que as quebras de regras propositais sempre funcionam na música, que seriam incontestavelmente geniais.
Quase que incompreensivelmente, se esquece que qualquer pessoa que saia de casa e dê as caras ao mundo está sujeita a julgamentos e críticas. Se não sabe lidar com críticas sobre seu trabalho, seria recomendável buscar uma outra profissão, digamos assim, menos "exposta". Esqueça política, música, literatura, urbanismo, engenharia, medicina, porque seus atos poderiam ser criticados. Isso seria o maior erro da humanidade, não!? EGO.
Direito de criticar e Forma de criticar
Caro leitor, apesar de todos nós sabermos, através de Ticiano Paludo - e não pelo meu site ou minha postura - que eu sou uma farsa, ainda gostaria de te deixar uma mensagem, caso queira considerá-la:
Nunca permita que tirem de você o direito de opinar e criticar. É através da crítica que desenvolvemos nosso senso de comparação e decidimos o que é melhor para nós mesmos e para os outros. Cada um faz as suas escolhas, do que gostar ou não, o que considerar ou ignorar.
Há infinitas maneiras de expor uma mesma crítica e sempre procuro pensar nisso quando escrevo ou falo.
O mundo da produção musical é CHEIO de egocêntricos, este relato é apenas mais um caso. Como minha carreira está apenas começando, tenho certeza que ainda cruzarei com outros grandes EGOs no caminho. Não vou me abalar. E não se deixe abalar quando acontecer com você.
Uma pessoa interessada em algo que digo é mais importante para mim do que uma crítica de uma crítica que eu fiz, por uma pessoa que perdeu qualquer chance de ter o meu respeito neste momento.
Eu opto por debochar do texto de Ticiano Paludo
Assim como fez o Kiss, mas nunca me comparando ao Kiss.
Egocêntricos adoram comprar uma briga pessoal, mas sinto informar que, desta vez, Ticiano Paludo vai ter que brigar sozinho.
Ticiano Paludo por Ticiano Paludo
O que poderíamos esperar de alguém que diz não conhecer NENHUMA publicação de massa que tenha competência para criticar músicas nos seus aspectos artísticos, e não técnicos? Como se o ouvinte separasse estes dois critérios na hora de apreciar uma música! O que dizer de alguém que se julga acima de qualquer publicação a ponto de saber que nenhuma delas é suficientemente competente? EGO.
Eu, na minha "pseudo-intelectualidade", conheço várias publicações respeitáveis, as quais automaticamente também foram desacreditadas por ele. Na prática, ele está fazendo críticas atrás de críticas, para condenar uma crítica. Surreal.
Ele diz que começo minha análise "cheio de dedos".
Por que ele pensa que eu haveria de pisar em ovos com ele? EGO.
Se parasse para refletir sobre minha frase seguinte: "Vale lembrar que de maneira alguma eu deixaria de escrever minhas sinceras impressões em função do produtor, ou artista, ser mais ou menos famoso." - perceberia meu total compromisso com isenção e opinião. Isso para mim é hombridade.
Não contente com o buraco que cavou para si próprio, ainda diz: "...papelão que essa gente paga".
Eu? Pagar um papelão? Quanta ilusão. Ele mesmo diminuiu-se. Eu lhe agradeço pela coluna, por me ajudar a provar suas dificuldades em lidar com o EGO, e por me aproximar ainda mais dos meus leitores e clientes. Obrigado, mas ele que pague a conta sozinho.
Editorial da Revista Backstage
Estranho ver que um filtro editorial deixou passar textos de caráter egocêntrico, que podem sugerir ofensas. Quero acreditar que o editor não reparou na gravidade da situação e nas repercussões que isso poderia trazer à reputação da revista, mesmo porque, admiro a publicação.
Talvez a linha editorial opte por não revisar os textos dos colunistas, algo difícil de se imaginar para uma respeitada revista de circulação nacional. De novo, quero acreditar num lapso e consequentemente isentar a revista de qualquer participação e responsabilidade sobre esta coluna.
De Homem para Homem
Caso Ticiano Paludo ainda não tenha compreendido o meu ponto de vista, vou tentar deixar ainda mais claro: na MINHA opinião, avalio que a produção desta música deixa a desejar em alguns aspectos bem objetivos e está bem trabalhada em outros. Ponto.
Por que tenho a impressão que estou me explicando para uma criança? Já perdi muito mais tempo do que eu pretendia com este artigo, que não é o foco do meu blog e possivelmente nem merecia considerações públicas.
Para o seu fabuloso comentário: "o que o mundo menos precisa é de ignorantes" como eu, eu lhe respondo: o que o mundo mais precisa neste momento é de humildade (e boas músicas), concentre-se nisso.
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