Uma grande novidade, um marco na Música. O sinal definitivo de que os ouvintes estão voltando a exigir um mínimo de qualidade técnica, no recomeço de uma era que parece ser cíclica na história dos fonogramas.
Era de se imaginar que em algum momento o público reagiria à "Guerra dos Volumes", tópico recorrente no meu blog. O novo disco do Metallica, "Death Magnetic", recebeu uma enxurrada de críticas sobre a qualidade do seu áudio. Os consumidores - e não estou falando da crítica especializada - não aceitaram o nível de volume e a consequente distorção das faixas, irreversível, permanentemente gravada nas mídias. Curiosamente, estamos falando de um fã-clube fiel, que tem como perfil o gosto por volumes altos e sons de guitarras distorcidas.
O engenheiro de masterização culpa o engenheiro de mixagem, que joga a responsabilidade na banda, que se cala e assim por diante. Na minha visão, há somente um responsável - o produtor musical do álbum. Talvez o grande agravante tenha sido a expectativa causada antes do lançamento.
Em algum momento (não me lembro como aconteceu), me registrei no site do Metallica para acompanhar o processo de produção do disco. Os e-mails regulares informavam sobre o andamento das gravações, apresentando vídeos das sessões no estúdio, comentários da banda, enquetes e sorteios - enfim, uma notável estratégia de divulgação que obviamente gerou uma espera ansiosa por parte do público.
A lição está clara: ao mesmo tempo que a Internet permite novas táticas e alcance para o marketing de bandas, famosas ou não, quanto maior a expectativa gerada, maior deve ser a qualidade do produto lançado. Não me lembro de outro caso tão relevante que mostre a frustração dos consumidores de música, muito menos no que diz respeito aos aspectos técnicos de um CD - lembrando que a parte artística do álbum não está envolvida nas reclamações.
Ainda não escutei o CD. Se por um lado perdi um pouco do interesse em comprá-lo, por outro, estou curioso para escutar o tamanho da façanha. Por diversas vezes, cheguei a pensar se essas discussões sobre volumes e distorções não seriam um exagero, de engenheiros e produtores com ouvidos treinados, embora diversos testes estatíticos tivessem provado a relevância da questão. Este lançamento mostra que o problema é real e chegou a proporções extremas.
De uma coisa tenho certeza, agora o impacto é no bolso das gravadoras e bandas, não mais uma questão somente estilística ou audiófila. Podemos esperar boas mudanças no curso da produção musical !
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Comentários
E balançando do começo ao fim.
Cara, tbm acho que a Madonna é um belo exemplo, está sempre atual, arriscando, se mantendo na onda. Com certeza não é uma falha dessas que vai destronar o Metallica, mas mostra como os nossos ouvidos estão se deteriorando... perigoso....
Eu ví uma entrevista do Hetfield uma vez falando que à partir daquele dia a banda só faria música pra ganhar dinheiro! Achei que eles iriam pra cucuia e não! Os Cds que vieram depois disso foram bem legais!
Vou tentar ouvir esse novo sem preconceitos ou expectativas pra matar a curiosidade!
Acho que a melhor forma de acertar muito é tentar muito e consequentement e errar muito!
Outro dia estava conversando com uma amiga sobre quem poderia ser a nova Madonna e concluimos que ninguém! Ela foi do zero ao máximo que um artista pode explorar dentro daquele segmento! Cometeu todos os tipos de erros possíveis e superou a maioria deles, conseguindo se manter no topo quase sempre, quem vier atrás dela vai estar andando por um caminho pronto, sem obstáculos e sem muita emoção!
Voltando ao Metallica, o show deles que nós fomos em 94 no Parque Antartica foi animal!
Legal saber a opinião de quem escutou o CD.
Fico pensando como isso aconteceu....
Um dos membros da banda disse: "Estamos em 2008 e é assim que um disco deve soar". Dá para acreditar?
Abs
O disco é muito bom e muito ruim.
As músicas estão bem legais, parece que acertaram o som que estavam tentando fazer durante os anos 90.
Mas o áudio estragou tudo. Compressão absurda e MUITA distorção digital resultaram em um som abafado, ruidoso e totalmente sem peso. Parece que foi gravado de uma rádio FM mal sintonizada. A bateria parece de papelão e os vocais parecem dentro de um colchão.
Enfim, recomendo o álbum. Mas a versão do jogo Guitar Hero (som decente!). Não compre, senão vai se arrepender.
Abraços
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