Nas últimas décadas, o “volume” sonoro impresso nos CDs está cada vez mais alto. Em outras palavras, se você deixar o controle de volume do seu equipamento sempre na mesma posição, escutar um CD dos anos 80 e na sequência um CD pop atual, vai levar um susto e correr para abaixar o volume.
Mas isso não é o pior. O principal problema está na DEGRADAÇÃO do áudio - distorções, perda de naturalidade, clareza, dinâmica, conforto.
As qualidades que, inconscientemente, buscamos nas gravações.
Por que então os CDs estão cada vez mais altos? As razões que originaram esta prática datam da época das primeiras transmissões de rádio. Na ocasião, o ruído de fundo era muito alto. Os transmissores, receptores e demais equipamentos envolvidos no processo de gravação, mixagem e distribuição do áudio geravam muito “chiado”. Era preciso aumentar o volume da master para que o ouvinte pudesse ouvir com clareza e, principalmente, permanecesse naquela estação, uma vez que outras estariam mais baixas e menos claras.
Com o tempo, criou-se a ILUSÃO de que os ouvintes tendem a preferir os discos mais “altos”.
É fato que se compararmos dois trechos idênticos de áudio, um mais alto que o outro, tendemos num primeiro momento, a preferir o mais alto. Num PRIMEIRO MOMENTO ! Pois se o áudio mais alto estiver distorcido, vamos sofrer fadiga auditiva e procurar mudar de faixa, estação, disco, ou abaixar o volume - o que neutraliza toda a intenção original de prender nossa atenção.
Existe uma lei universal na Guerra dos Volumes: a partir de um determinado ponto, qualquer aumento de volume (durante a mixagem / masterização) significa necessariamente diminuir a qualidade. Em teoria, nunca deveríamos cruzar este ponto. O problema é que produtores, artistas e gravadoras ultrapassaram este limiar faz tempo. Cada vez mais, o que chega aos nossos ouvidos é de péssima qualidade.
Quando vamos acordar para este fato?
Deixemos que o OUVINTE escolha o volume e aprecie toda a qualidade. Tudo o que ele precisa fazer é apertar um botão !
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