Problemas técnicos ou expectativas erradas do público?
Um projeto de áudio e acústica, SEMPRE irá priorizar algumas posições de público, em detrimento de outras. Isso vale para um Home Studio de 4 metros quadrados ou para o Estádio do Morumbi.
Num estúdio de mixagem, o tratamento acústico visa otimizar o som para a posição de audição do técnico. É só se afastar alguns metros do "sweet spot" para notar uma boa diferença no som - timbre e volume- principalmente quando o tratamento não é dos melhores. Num estádio de futebol, torres de som adicionais são estrategicamente posicionadas na pista para que o público mais distante não seja TÃO prejudicado, embora sempre existam prejuízos.

Como esperar que o som seja "bom" em qualquer posição do estádio? É tecnicamente impossível. Quanto ao volume, precisamos re-aprender a escutar em níveis saudáveis.

No House Mix, no centro da pista, o engenheiro de som regula o som e o volume. 4 torres de delay foram usadas para aumentar o volume, sobretudo nas arquibancadas - uma configuração normal para este tipo de show.
Não é à toa que os melhores assentos de uma apresentacão sinfônica são rapidamente esgotados. São os assentos centrais das primeiras fileiras da sala de concerto. Também não é por acaso que os lugares mais próximos do palco são os mais caros. Tanto pelo visual, quanto pelo som. Aliás, bota caro nisso, ingresso cheio deveria se chamar ingresso de trouxas.
O som na pista vip estava ótimo, não tenho do que reclamar. Mas é dureza ter que desembolsar R$1.000 para curtir um show legal com minha esposa (e poder escutar bem), enquanto marmanjos que não são estudantes pagam meia. É ÓBVIO que quem paga inteira, paga o preço por ser honesto. Mas este artigo não é para discutir esse ponto...
Li diversas matérias e discussões sobre o show de ontem e, aparentemente, o problema polêmico do som pode ser dividido em duas partes:



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